Leandro Colon

do Reino Unido

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Editado por Leandro Colon, correspondente da Folha em Londres, blog aborda um pouco mais do que é notícia na Europa. Formado em jornalismo e com dois prêmios Esso, Colon está na Folha desde 2012.

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Biografia vira o “piggate” e constrange premiê britânico

Por Leandro Colon

Uma biografia não oficial feita por um ex-aliado no Partido Conservador transformou-se em constrangimento para o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

O livro, escrito pelo bilionário Michael Ashcroft em co-autoria com a jornalista Isabel Oakeshott, sugere que Cameron participou de festa com drogas e rituais sexuais com um porco morto durante o período em que estudou na prestigiada Universidade de Oxford. O premiê, por enquanto, não negou as informações.

Trechos da obra começaram a ser transcritos no fim de semana pelo jornal “Daily Mail”, tornando-se no escândalo da vez da mídia britânica (leia aqui reportagem do site da BBC).

Cameron saboreando um hot dog com talheres. Crédito:  AFP PHOTO/POOL
Cameron saboreando um hot dog com talheres. Crédito: AFP PHOTO/POOL

No Twitter, é chamado de “#Piggate” (“escândalo do porco”). Ashcroft já ocupou uma cadeira de Lorde e hoje atua na área de pesquisas políticas. Ele diz que pretende lançar o livro em outubro como vingança contra Cameron pelo fato de o premiê tê-lo deixado de fora do primeiro escalão de seu governo desde 2010.

Segundo o trecho publicado pelo “Daily Mail”, Cameron teria participado de brincadeiras sexuais com a cabeça de um porco morto como parte de um ritual de um grupo de estudantes de Oxford chamado “Piers Gaveston”, nos anos 80.

De acordo com o livro, um colega contemporâneo de universidade e também membro do Parlamento relatou que Cameron “inseriu uma parte privada de sua anatomia na boca do animal” – haveria inclusive uma foto comprovando a história.

O episódio fez a mídia britânica relembrar da série “Black Mirror”, em que o personagem do primeiro-ministro é obrigado a fazer sexo com um porco em rede nacional para salvar uma princesa sequestrada. O criador da série, Charles Brooker, ironizou, no Twitter, a “coincidência”: “Para deixar claro, não, eu nunca ouvi nada sobre o Cameron”.

Na biografia, Ashcroft ainda diz que Cameron tinha ciência antes de ser primeiro-ministro de que ele, Ashcroft, não tinha domicílio fiscal no Reino Unido. Em 2010, quando foi revelada a polêmica sobre Ashcroft, um grande doador para campanhas eleitorais dos conservadores, Cameron alegou que desconhecia essa informação.

O porta-voz de Cameron disse nesta segunda-feira (21) que o premiê não pretende comentar o teor do livro, nem indicou se seus autores serão processados. “O autor teve suas razões para escrever o livro. O primeiro-ministro está preocupado em comandar o país”, afirmou.

O jornal “The Guardian” diz que fontes do Partido Conservador têm negado as histórias contadas no livro. Um artigo no conservador “The Telegraph” analisa o caso e dá mais detalhes do livro (clique aqui para ler).

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